Agenda de Eventos Feministas em Portugal

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⚠️ 👑🦠 #EuFicoEmCasa

Devido aos planos de contingência do Covid-19, há eventos que estão a ser CANCELADOS ou adiados.

Por favor consulte o link oficial da organização de cada evento. 

🌎🚺✊Território: nosso corpo, nossa luta!

  • ícone da data
  • Datas:
  • Sex, 9 AGOSTO 2019 15:00-23:00h
ícone do lugar
Praça de Luís de Camões
1200-243
Lisboa, LISBOA

🌎🚺✊Território: nosso corpo, nossa luta!

Dia 9 de agosto saímos à rua em solidariedade com a Marcha das Mulheres Indígenas em Brasilia e a assinalar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, juntem-se a nós!

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15h
CONCENTRAÇÃO
Praça Luís de Camões

18h - 20h
CONCERTOS
Miradouro Nossa Senhora do Monte
Com: Ritmos da Resistência, Moleka, Ritmos Cholulteka e outrxs [programação completa nos próximos dias]

20h - 23h
JANTAR BENEFIT + RODA CONVERSA
Secret Garden, Rua da Senhora do Monte 3
Conversa com companheiro Nasa do Cauca (Colombia) sobre a situação actual e lutas indígenas na região.

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Repudiamos o estado de emergência a que as comunidades indígenas estão a ser confinadas, denunciamos a contaminação e perda sistemática de territórios originários, os assassinatos regulares de lideranças e de ativistas.

No Brasil, em menos de 300 dias o governo de Bolsonaro já espalha sinais de morte por toda a parte. Há poucos dias atrás o cacique Emyra Wajãpi foi assassinado, depois da invasão ilegal das suas terras por garimpeiros. Os relatos de invasões, ameaças e desmatamento ilegal multiplicam-se. Segundo os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia totalizou 920 quilômetros quadrados em Junho de 2019, mais 88% que no ano anterior.

Na Colômbia (126), no México (48), na Guatemala (26) e nas Honduras (8), mais de 200 líderes sociais foram assassinados só em 2018 e o número de desaparecidos é impressionante. Mas foram as Filipinas e o governo de Duterte que superaram todos esses países em número de líderes ambientais assassinados (39), a maioria deles novamente representantes indígenas que também foram acusados de terroristas.

Simultaneamente, outras lutas denunciam estes dias as tentativas de dessacralizar territórios indígenas no Havaí e Aotearoa para construir um telescópio no vulcão adormecido de Mauna Kea ou casas no lugar do whanau de Ihumātao.

Saímos à rua com as mulheres indígenas!
Nem uma gota de sangue a mais!

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FORUM INDÍGENA DE LISBOA
O Fórum Indígena Lisboa constitui-se como plataforma de solidariedade internacional e de pressão política face aos atentados aos povos indígenas de todo o mundo, reconhecendo a importância de ação política global internacional e interseccional. O Fórum Indígena de Lisboa apoia também as lutas locais pela defesa dos territórios, militando pela reflorestação e agindo contra o extrativismo de combustíveis fósseis e as alterações climáticas. Segue a nossa página!

Co-organizadores: NI MAIWÃ - Floresta Mundo, Climate Save Portugal, Extinction Rebellion Portugal, Greve Climática Estudantil, Assembleia Feminista Lisboa, Habita, The Save Movement, Climáximo, SOS Racismo, Coletivo Andorinha - Frente Democrática Brasileira de Lisboa, Academia Cidadã, Pela Democracia no Brasil, Sambacção - Ritmos de Resistência Lisboa, Campanha Linha Vermelha

Notas:
1. Ilustração da imagem de capa: @crisvector / @designativista

2. O benefit reverterá para a organização da Marcha de Mulheres Indígenas e para a vinda de lideranças Guarani Kaiowá a Lisboa em Setembro.

3. Quem estiver interessadx em contribuir para vaquinha coletiva da Marcha de Mulheres Indígenas no Brasil entre em contacto: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-o-1-encontro-de-mulheres-indigenas

4. A Marcha das Mulheres Indígenas será muito mais do que a literalidade do nome sugere. A proposta é realizar um grande encontro de mulheres indígenas: entre os dias 09 e 12 de agosto, o “Fórum Nacional das Mulheres Indígenas”, que vai discutir questões levantadas durante a plenária das mulheres no ATL 2019, seguido da Marcha das Mulheres Indígenas no dia 13 de agosto.

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