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🖋 Assine a petição: IntransigĂȘncia Social e Legal para com as ViolĂȘncias

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A sociedade democrĂĄtica a que temos direito Ă© uma sociedade livre de violĂȘncias. 

Beatriz Lebre era uma estudante de psicologia do ISCTE e tinha 23 anos. O assassino confesso nĂŁo soube ouvir um nĂŁo como resposta. ClĂĄudia SimĂ”es e a sua filha estavam a apanhar um autocarro na Amadora. O racismo colocou mĂŁe e filha Ă  mercĂȘ da violĂȘncia de quem devia servir a lei. O assassino do ator Bruno CandĂ© fala de forma objetificante das mulheres que conheceu em África durante o domĂ­nio colonial. Ana LĂșcia Oliveira era trabalhadora do sexo e foi assassinada por um cliente em SantarĂ©m. Uma menina de 13 anos com deficiĂȘncia cognitiva e uma amiga sua podiam estar a viver a sua vida como qualquer outra criança ou jovem. Mas o padrasto de uma agrediu ambas sexualmente. DĂ©bora Pinheiro e Sara Casinha estavam de mĂŁo dada a subir uma rua da Costa da Caparica quando foram vĂ­timas de um ataque lesbofĂłbico. As e os estudantes da Escola SecundĂĄria CamĂ”es estavam a assistir a uma videoconferĂȘncia, quando foram alvo de cyberbullying racista e fascista. Angelita Correia era uma mulher imigrante e instrutora de dança. Andava a receber ameaças, esteve desaparecida, e acabou por ser encontrada morta em Matosinhos. As agressĂ”es e ameaças Ă s pessoas trans e nĂŁo binĂĄrias sĂŁo frequentes. As violĂȘncias de que falamos nĂŁo sĂŁo sĂł fĂ­sicas, mas tambĂ©m psicolĂłgicas, e de perseguição de pessoas como o caso do ativista antirracista Mamadou Ba. 

Estas sĂŁo algumas das muitas pessoas, principalmente mulheres e raparigas, agredidas por vĂĄrias violĂȘncias. A vida de cada uma delas conta. Queremos que seja garantido a todas as mulheres, a todas as raparigas, a toda a gente: o direito ao desenvolvimento pleno e livre, a uma vida autodeterminada. A Constituição da RepĂșblica Portuguesa, que este ano comemora 45 anos, propĂ”e um paĂ­s mais livre, mais justo e mais fraterno. E muitas conquistas tĂȘm sido feitas ao longo dos anos no campo das liberdades e, com avanços e recuos, em matĂ©ria de justiça social. Mas as violĂȘncias machista, racista, capacitista, homofĂłbica e transfĂłbica continuam a ser uma das barreiras mais duras que nos impedem de alcançar a sociedade e a vida que merecemos. 

  1. Exigimos campanhas pĂșblicas de combate ao sexismo, ao racismo, ao idadismo, ao capacitismo, Ă  gordofobia, Ă  homofobia e Ă  transfobia. 
  2. Exigimos leis e tribunais Ă  altura de mostrar que nĂŁo se podem tolerar estas violĂȘncias. 
  3. Exigimos que as vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica nĂŁo tenham de sair de suas casas, mas sim os agressores. 
  4. Queremos mais apoio psicolĂłgico e social de equipas multidisciplinares para todas as vĂ­timas de violĂȘncia.
  5. Defendemos um reforço do papel da Escola na defesa da igualdade de género e na promoção de uma Educação para a Cidadania promotora dos valores da liberdade e da justiça social, antirracista e inclusiva de todas as pessoas sem discriminação de sexo, de nacionalidade, de idade, de condição social, de etnia, de crença ou religião, de características físicas ou intelectuais, de identidade de género ou de orientação sexual.
  6. Exigimos o reconhecimento das organizaçÔes da sociedade civil que promovem os direitos humanos, a igualdade social e o combate Ă  violĂȘncia e discriminaçÔes mĂșltiplas.


Assinar petição em https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT106907

Alexandra Santos, Clube Safo
Ana Gil, Surfinistas - Desporto para Feministas
Ana Paula Costa e Carolina Vieira, plataforma Geni
Andréa Freire, Colombina Clandestina
Andressa Lopes e Marcela MagalhĂŁes, CABE ComissĂŁo de Apoio Ă s Brasileiras no Exterior
Angella Graça, INMUNE Instituto da Mulher Negra PT
CĂ©lia Lavado - ANIMAR
ClĂĄudia MĂșrias, Associação Espaços - Projetos Alternativos de Mulheres e Homens
Diana Santos - Associação CVI - Centro de Vida Independente
Evalina Dias, Djass - Associação de Afrodescendentes
Joana Sales, UMAR - UniĂŁo de Mulheres Alternativa e Resposta
Maria Andrade, MTS Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo
PatrĂ­cia Vassallo e Silva, Por Todas NĂłs
Raquel Smith-Cave, Queer As Fuck
Raquel Vitorino, Feministas.pt
Rosa ElĂ­as, Movimiento Feminista Empogirlment
Teresa Martins, SOS Racismo
Vanessa Sousa, FEM - Feministas em Movimento

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