Agenda de Eventos Feministas em Portugal

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🕯 Viseu | VigĂ­lia | 25 Nov | Eliminação Da ViolĂȘncia Contra As Mulheres

VigĂ­lia pelas Mulheres Mortas em Contexto de ViolĂȘncia de GĂ©nero em Portugal

Rua Dom AntĂłnio Alves Martins - Junto Ă  PSP

:: Programa
17h30 Construção da peça de homenagem
18h VigĂ­lia (com microfone aberto)

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O Dia Internacional pela Eliminação da ViolĂȘncia contra as Mulheres surgiu para nĂŁo esquecer o assassinato das irmĂŁs Mirabal – las Mariposas – vitimas da ditadura de Trujillo (RepĂșblica Dominicana). Foi decretado em 1999 pela ONU.

SĂŁo as mulheres que representam a larga maioria das vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica, sexual e das mortes em contexto de violĂȘncia na intimidade. Se em 2018 foram mortas 28 mulheres, em 2019 os nĂșmeros nĂŁo melhoraram. SĂŁo as mulheres que estĂŁo mais sujeitas a violĂȘncia em contexto de catĂĄstrofes e guerra. SĂŁo as mulheres a moeda de troca, o objeto de recompensa ou vingança.

Somos objetificadas e sexualizadas constantemente por uma sociedade de consumo que nos explora para agradar, entreter e vender, contribuindo para uma ideia massificada de apropriação da mulher e o do seu corpo.

Na escola, as mulheres são constantemente confrontadas com convicçÔes de desvalorização em åreas científicas e de liderança, são mais sujeitas a assédio, e tantas vezes desmotivadas pelas próprias instituiçÔes de ensino, principalmente tratando-se de minorias. Precisamos de uma educação que valorize as mulheres, que nos conte também a nossa história, que nos represente, seja promotora do empoderamento feminino e desincentive a masculinidade tóxica. Que ensine a igualdade.

Precisamos de leis que valorizem e protejam as mulheres em risco e, toda a gente que as executa ou julga consciente do seu papel. Na saĂșde, continuamos a ver os nossos direitos subjugados a um entender cientĂ­fico que nĂŁo nos respeita nem no momento em que damos vida Ă  produção e continuamos a pagar para aceder produtos bĂĄsicos de saĂșde. É impossĂ­vel a defesa de uma igualdade entre mulheres e homens, quando Ă© cobrado ao sexo que, devido a ideias preconcebidas, jĂĄ se encontra tendencialmente em situaçÔes financeiras mais vulnerĂĄveis, uma taxa sobre o que lhe Ă© intrĂ­nseco e natural! 1 em cada 5 mulheres Ă© pobre. 1 em cada 3 trabalha em part-time. Temos mais empregos precĂĄrios, com baixos salĂĄrios. Recebemos em mĂ©dia menos 16.7% de rendimento mensal base e a mĂ©dia sobe quando falamos de desigualdades nos prĂ©mios e comissĂ”es. Alcançamos mais dificilmente cargos de poder, sofremos maior nĂșmero de assĂ©dio moral e sexual no perĂ­odo laboral, somos expostas a maior desemprego, dificuldades de contratação e posiçÔes com salĂĄrios mais baixos, com consequĂȘncia de pobreza e dependĂȘncia financeira mais provĂĄvel.

Somos as que, tendencialmente, cuidamos das pessoas próximas com necessidades de cuidados permanentes, abdicando muitas vezes de um plano pessoal lucrativo por um emprego que ainda não é valorizado como tal. E quando não somos cuidadoras informais, continuamos a trabalhar em tarefas não remuneradas em média mais 1h45m.

Enfrentaremos sempre a violĂȘncia baseada no gĂ©nero e justificada em crenças machistas e preconceituosas sobre  ser mulher e qual o seu papel. AtĂ© ao fim do patriarcado!

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