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Is SHE a Party Monster? - Club Kid Revival Party /\ SHE

Os Club Kids foram as celebridades da vida noturna de Nova Iorque desde o final dos anos 80 ao final dos 90. São considerados hoje em dia os originais ‘influênciadores’ (antes da existência das redes sociais), estes “decoravam” as pistas de dança de discotecas célebres, onde o seu senso de moda viajava muito além das revistas de alta costura, com o seu estilo inovador, com o objectivo de ser chocante para a sociedade da época. Era também nestas festas que se exibiam: desde o uso abusivo de drogas e álcool, à fluidez de género, à sexualidade, entre outros. O objectivo de tantas extravagâncias era criticar a alta sociedade nova-iorquina:
“(...) We changed our names like they did, and we dressed up in outrageously crazy outfits in order to be a satire of them—only we ended up becoming what we were satirizing.”
(Michael Alig para Interview Magazine).

Este movimento tornou-se algo único na época, era uma afirmação de individualidade e de sexualidade, uma forma que os participantes tinham de explorar o seu interior, o que o “tornava fabuloso” (um termo altamente utilizado pelos Club Kids), e exterioriza-lo num local que consideravam seguro e rodeados de pessoas que procuravam o mesmo sentimento, sendo as drogas o melhor condutor para este estado.

O movimento Club Kid começou com James St. James e Michael Alig, ambos recentemente chegados a Nova Iorque e com o mesmo objectivo de causar impacto não só na vida nocturna, mas na cidade em si. Em 1984, pouco depois de se mudar para Nova Iorque, Michael Alig tornou-se promotor de pequenas festas, mas foi em 1987, após o marco que foi a morte do pintor e cineasta Andy Warhol, que Alig se tornou o ‘rei’ das festas. Warhol desempenha um papel vital no viria a ser os Club Kids, sendo a maior fonte de inspiração para o movimento, não só pela inovação no campo estético, mas também pelas festas lendárias que deu no seu estúdio The Factory, e naquelas em que participou em espaços como Studio 54.

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