Agenda de Eventos Feministas em Portugal

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🏛 Ecofeminismo | Mulheres e Ecologia 10 Março 2020 Assembleia Da República De Portugal Lisboa

ECOFEMINISMO | Mulheres e Ecologia
Assembleia da República | Auditório António de Almeida Santos

PROGRAMA
MANHÃ | 11h00 - 13h00 | mesa-redonda 

10h45
Receção de convidadas/os

11h00 
Apresentação por José Maria Cardoso, Presidente da Comissão do Ambiente, Energia e Ordenamento do Território e Joacine Katar Moreira, deputada à Assembleia da República

11h20 
-Adjany Costa, etno-conservacionista | Doutoranda em Zoologia na Universidade de Oxford 
-Rita Natálio, artista e pesquisadora | Doutoranda em Estudos Artísticos e Antropologia pela Universidade Nova de Lisboa e Universidade de São Paulo 
-Sónia Baptista, performer | Mestre pela Universidade de Roehampton
-Moderação de Yara Monteiro, escritora

TARDE | 18h00 - 20h00 | documentário & conversa
18h00 
Exibição do documentário Into the Okavango 
Seguida de conversa com Adjany Costa

Entrada livre, sujeita a inscrições. 
RSVP: gabinetejkm@ar.parlamento.pt

Créditos da imagem: Miguel Barros

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Em comemoração do Dia Internacional da Mulher, a deputada Joacine Katar Moreira associa-se ao movimento ecofeminista para reforçar a importância de uma maior justiça social e climática, que passa pela defesa da igualdade e da ecologia como um todo.

Segundo a ONU, as mulheres são as mais afetadas pela crise climática, representando 80% do total de refugiados climáticos. Porém, são também as mulheres, sobretudo as do Sul Global, as que menos responsabilidade têm na devastação dos ecossistemas, uma vez que é maior a probabilidade de viverem em condições de pobreza extrema.

A palavra "ecofeminismo" pode ser relativamente nova, mas o seu impulso, sustentado histórico-socialmente, subjaz aos esforços das mulheres para manter o seu sustento e tornar as suas comunidades mais seguras. Como conceito, foi forjado nos anos 1970 por Françoise d’Eaubonne para elucidar como a luta pelos direitos das mulheres está relacionada com a luta por um mundo mais sustentável e que há uma raiz comum entre as causas da destruição ambiental e a subordinação das mulheres. Mais tarde, Vandana Shiva e Maria Mies aprofundariam o conceito em Ecofeminismo (1993) explicando que o patriarcado capitalista, e o seu afã de competição contínua, é o grande responsável pela destruição do planeta, perdurando através da colonização da mulher e do seu corpo, dos povos originários e das suas terras, e da visão dos animais e da natureza como “outros” (que não são). 

Hoje, o ecofeminismo é um movimento diversificado, incluindo propostas não-hegemónicas e não-essencialistas de ser e estar e que têm desconstruído a questão de género na sua relação com a natureza. Ao invés da dominação e competição permanentes propõe a colaboração e, mais recentemente, a empatia, respeitando todas as formas de vida, uma vez que foi a ideia de um suposto "excepcionalismo humanista" que produziu as catastróficas condições ambientais em que vivemos. De entre as propostas que desafiam o atual modelo político-económico, destaca-se a defesa e a praxis da agricultura sintrópica e a produção de alimentos livres de agrotóxicos, a conservação e preservação de habitats naturais e ecossistemas, formas de energia não baseadas em carbono ou no extrativismo, práticas de troca e auto-consumo.

Filósofas e cientistas como Donna Haraway, Naomi Klein e Yayo Herrero, ativistas como Berta Cáceres (assassinada em 2016), Eliete Paraguassu e Greta Thunberg, bem como as artistas Elizabeth Stephens e Annie Sprinkleem, nas suas diferentes praxes, são algumas das mulheres que hoje se têm centrado na denúncia da exploração e exterminação de pessoas, animais e ecossistemas a uma escala sem precedentes e proposto alternativas e formas de as pensar.

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