Agenda de Eventos Feministas em Portugal

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Debate: Se a uma cidade os habitantes tiramos, com que ficamos?

Contra uma regeneração urbana de aparência.

Restauro de fachadas e demolição do miolo de edifícios, abertura de novos negócios e lojas inovadoras, fim da decadência urbana. Estas são as questões repetidamente propostas pelos governantes e técnicos que atualmente se apresentam como defensores da modernização e da regeneração desta cidade, prometendo-nos a melhoria substancial nas nossas vida: no final teremos mais decoro, mais ordem pública, mais beleza e muita prosperidade.

Para lá chegar, as últimas experiências de regeneração urbana destacam o desenvolvimento de iniciativas de "reconversão especial" de espaços, tanto públicos como privados, iniciativas que são cada vez mais caracterizadas por procedimentos ad hoc destinados a facilitar a penetração de investimentos imobiliários especulativos: abolição das regras habituais e do regime de planeamento urbano.

No entanto, o que observamos das transformações em curso, faz-nos concluir que a regeneração urbana está em risco de se tornar uma vitrina por trás da qual se desenrolam dinâmicas muito mais complexas: privatização de espaços públicos e comunitários, lugares de encontro e de acolhimento ameaçados de desaparecimento, expulsão dos habitantes mais frágeis e com menos recursos. No centro deste debate, um dos bairros que vive neste momento as consequências mais graves deste processo e que tem como símbolos de resistência a praça do Martim Moniz, os protestos contra os projetos da torre Portugália, do do "Jardim da Glória" e  as numerosas acções promovidas por coletivos de vizinhos e de moradores. Um bairro que, também através do trabalho de espaços associativos e comunitários, manifesta diariamente a capacidade de melhorar o tecido social e as formas de vivência solidária entre os seus moradores.

Então, o que queremos discutir é: De que regeneração estamos falando, quando essa transformação sobrecarrega a vida de um bairro e se arrisca a mudar a sua natureza? Que contradições e opressões invisíveis se insinuam nos processos de mudança dos nossos bairros? Existe uma maneira de tornar os processos de regeneração urbana verdadeiramente sustentável para a população de moradores?

Pois, nós achamos que sim!

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