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Carolina e Carmen. Escrituras de resistência

Tié Lenzi e Teresa Lenzi

O texto enfoca as produções literárias de duas brasileiras coetâneas históricas, que configuram uma alteridade e ao mesmo tempo uma complementariedade: Carolina Maria de Jesus - negra, miserável, pouco letrada, de uma região bastante desconhecida do centro do país, migrante por falta de opção - mineira de Sacramento, nascida em 14 de março de 1914, e Carmen da Silva - branca, rica, letrada, viajada, emigrante por opção – riograndina, nascida em 31 de dezembro de 1919. O ponto de vista dá-se no âmbito dos estudos culturais, campo interdisciplinar dedicado às formas de produção, criação e difusão de significados nas sociedades atuais, no qual a literatura é considerada um dos discursos e práticas que operam dentro da cultura. Centra atenção especificamente nos livros Quarto de despejo e Diário de Bitita, da primeira, e Sangue sem Dono e Histórias Híbridas de uma Senhora de Respeito, da segunda. Para atender este propósito, o texto destaca e contrasta fragmentos de suas escritas em aspectos que se consideram essenciais em seus trabalhos, colocando em evidência a maneira como as escritoras - que lidavam com a escrita em forma de diários - abordavam os mesmos temas desde suas especificidades socioculturais, políticas e econômicas.

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