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📚 Assembleia Feminista de Leitura // 6ª Sessão

Assembleia Feminista de Leitura
6ª Sessão: GREVE FEMINISTA INTERNACIONAL

Em Outubro de 2016, as mulheres na Polónia organizaram uma greve nacional em resposta a uma decisão parlamentar que criminalizava o aborto. Seguiu-se-lhe o movimento #NiUnaMenos, e uma série de protestos contra o femicídio na América Latina. Em breve, mulheres de todo o mundo apelariam a um movimento feminista verdadeiramente internacional, sob slogans como “se as mulheres param, o mundo para”. International Women’s Strike. Paro Internacional de Mujeres. O objectivo já não era apenas trazer as mulheres à rua em protesto contra as várias formas de violência que sofrem diariamente, mas atacar uma estrutura de desigualdade. Sonhou-se com uma greve massiva de mulheres não só ao trabalho assalariado, mas também ao trabalho reprodutivo e de cuidados. Desta forma, pretendia-se pôr em causa não apenas as formas de pobreza e precariedade laboral sofridas pelas mulheres, como a própria divisão sexual do trabalho: o caráter genderizado das ocupações profissionais, a diferença salarial entre homens e mulheres, a invisibilização do trabalho reprodutivo e de cuidados. 

Foram estas as motivações para as mulheres que, desde 2017, se juntaram à greve feminista internacional no dia 8 de Março, da Polónia à América Latina, do Quénia a Portugal. Mas o conceito de “greve feminista” continua a oferecer resistência àqueles que se recusam a reconhecer a diferença sexual como um eixo de desigualdade e o trabalho realizado pelas mulheres como trabalho, mesmo que experiências como a espanhola nos demonstrem que as reinvindicações feministas podem conquistar um poderoso apoio sindical. 

Mas será que a estrutura sindical tradicional deve ser a base de ação de um movimento feminista? Será realmente possível uma greve feminista? Que papel desempenham o trabalho reprodutivo e de cuidados na sustentação do sistema de trabalho assalariado? Devemos subscrever a campanha “Wages for Housework”? Quais devem ser as reinvidicações de uma greve feminista? Com o 8 de Março à porta, vamos discutir estas e outras questões acerca da Greve Feminista Internacional.

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Todos os meses, a Assembleia Feminista de Lisboa organiza uma tarde de leituras, destinada a todas as mulheres que procuram partilhar e discutir perspetivas feministas.
Para cada sessão, a AFL propõe uma temática, em torno da qual as leituras se irão centrar.
O objetivo é reconectar pensamento e ativismo feminista, duas dimensões indissociáveis da nossa luta coletiva.
Quem pensou as grandes questões feministas antes de nós? Quem vive os mesmos dilemas com que nos confrontamos? Tragam convosco extratos de ensaios, romances ou testemunhos, tragam poemas, canções, e outros textos. Tragam vontade de os discutir, questionar e confrontar com outras perspetivas.
Juntas podemos redescobrir a força do pensamento feminista, e relembrar o seu inerente compromisso para com a prática.

*EVENTO NÃO MISTO

**A entrada é livre mas aceitam-se donativos livres :) 

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